Brasil começa produção de petróleo e gás na área de Lula Nordeste

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Brasil começa produção de petróleo e gás na área de Lula Nordeste

7 de junho de 2013

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Brasil começa produção de petróleo e gás na área de Lula NordesteO Governo Federal informou que o navio-plataforma Cidade de Paraty deu início hoje (6) à produção comercial da área de Lula Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo a Petrobras, a nova plataforma faz parte do conjunto de projetos de produção programados para este ano no Plano de Negócios e Gestão.

A plataforma Cidade de Paraty é uma unidade que produz, armazena e transfere petróleo e está ancorada a cerca de 300 quilômetros da costa com capacidade para processar, diariamente, até 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás.

De acordo com a Petrobras, no primeiro mês de operação, a plataforma irá produzir cerca de 13 mil barris de óleo por dia. A produção será aumentada progressivamente à medida que forem sendo comissionados os sistemas para processamento e reinjeção do gás natural.

Lula Nordeste

O petróleo produzido na área de Lula Nordeste tem elevada qualidade e média densidade e será escoado por navios aliviadores. A estatal estima que o pico de produção, de 120 mil barris de petróleo por dia, seja atingido no segundo semestre de 2014.

O campo de Lula tem volume recuperável total estimado em 8,3 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo mais gás) e começou a produzir em 2010 com o navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis, quatro anos e meio após a sua descoberta, ocorrida em 2006. O módulo de Lula Nordeste é o segundo dentre os dez módulos definitivos de desenvolvimento do campo de Lula (incluindo a área de Iracema) contemplados no PNG 2013-2017.

Gás Natural

Segundo o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Almeida, o Brasil não tem excedente de oferta de gás natural até 2022 e, se quiser baixar o preço, deverá haver um choque de oferta.

Uma das opções para reduzir o preço dos produtos nos próximos anos é a exploração do gás retirado diretamente da rocha geradora, chamado de shale gas. O procedimento ainda não começou a ser feito no Brasil, mas será importante para ajudar a reduzir o preço do produto nos próximos anos. Conhecido nos Estados Unidos como gás de xisto – por ser retirado a partir dessa rocha – no Brasil, o shale gas será extraído de outra rocha, o folhelho betuminoso.

As empresas interessadas em explorar esse tipo de recurso no país têm até outubro para cumprir as exigências de pesquisas em shale gas, com o objetivo de disponibilizar as informações para que o governo possa mapear o potencial do Brasil nesse tipo de reservatório. A Agência Natural de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima que o país tenha 14,6 trilhões de metros cúbicos de reserva de shale gas.

Almeida reconhece que existem riscos ambientais na exploração de shale gas, principalmente pelo risco de rompimento da rocha, com vazamento de óleo ou gás para aquíferos próximos, mas ele ressalta que existem empresas especializadas que fazem esse trabalho com segurança.

Outra ação imposta pelo governo para exploração do shale gas é colocar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à frente do licenciamento ambiental, uma vez que a exploração de shale gas prevê grandes fraturamentos de rochas. Almeida garantiu que o processo de licenciamento vai prever formas de diminuir os impactos que possam atingir a população.

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Fonte: Agência Brasil

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