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Como se aposentar com segurança

24 de janeiro de 2018

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Com o risco iminente de mudanças nas regras do INSS, uma dúvida acomete milhões de brasileiros: como se aposentar com segurança? Uma coisa é certa: a previdência pública não pode mais ser vista como a única fonte de renda para a aposentadoria. Então é hora de começar a pensar em outros caminhos.

Confira a seguir as respostas para as principais perguntas de quem não quer passar aperto durante os anos de aposentadoria:

QUAIS SÃO AS NOVAS REGRAS DA APOSENTADORIA?

A Reforma da Previdência vem sendo. Desde 2016, a proposta é debatida entre os parlamentares e muitas mudanças foram aplicadas.

O texto da Reforma da Previdência, amplamente discutida no Congresso Nacional, está próximo de ser finalizado e a expectativa é que a votação da matéria seja em fevereiro de 2018.

QUAL SERÁ A IDADE PARA A APOSENTADORIA?

Essa questão ainda não foi definida. A regra deve ser de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens. No entanto, em novembro de 2017, o governo apresentou uma nova proposta que divide traz regras distintas para trabalhjadores do serviço público e da iniciativa privada. As mudanças ficariam em vigor por 20 anos (de 2018 a 2038).

Idade de aposentadoria para servidores públicos:

  • 2018 — 55 anos para mulheres e 60 anos para homens;
  • 2020 — 56 anos para mulheres e 61 anos para homens;
  • 2022 — 57 anos para mulheres e 62 anos para homens;
  • 2024 — 58 anos para mulheres e 63 anos para homens;
  • 2026 — 59 anos para mulheres e 64 anos para homens;
  • 2028 — 60 anos para mulheres e 65 anos para homens;
  • 2030 — 61 anos para mulheres e 65 anos para homens;
  • a partir de 2032 — permanece sempre 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

É importante destacar que professores e policiais terão regras específicas. Para essas duas categorias a transição da aposentadoria terá fim somente em 2042.

Idade de aposentadoria para trabalhadores da iniciativa privada:

  • 2018 — 53 anos para mulheres e 55 anos para homens;
  • 2020 — 54 anos para mulheres e 56 anos para homens;
  • 2022 — 55 anos para mulheres e 57 anos para homens;
  • 2024 — 56 anos para mulheres e 58 anos para homens;
  • 2026 — 57 anos para mulheres e 59 anos para homens;
  • 2028 — 58 anos para mulheres e 60 anos para homens;
  • 2030 — 59 anos para mulheres e 61 anos para homens;
  • 2032 — 60 anos para mulheres e 62 anos para homens;
  • 2034 — 61 anos para mulheres e 63 anos para homens;
  • 2036 — 62 anos para mulheres e 64 anos para homens;
  • 2038 — 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

COMO APOSENTAR POR TEMPO DE SERVIÇO?

A partir da aprovação da Reforma da Previdência será impossível se aposentar por tempo de serviço (até então havia essa possibilidade).As exceções serão as pessoas que se encaixam na chamada regra de transição, essa apresentada anteriormente, que é válida até 2038.

No entanto, esses contribuintes terão que pagar determinado valor que será calculado como 30% sobre o período que falta para que sejam alcançados os 30 anos de contribuição do INSS para mulheres e 35 anos para homens.

Para entender mais facilmente imagine que um trabalhador tenha 50 anos de idade e contribui há 25 anos. Nesse caso, será preciso pagar 30% sobre os 5 anos que faltam. Na prática, esse trabalhador terá de trabalhar por mais 6 anos e 6 meses (5 + 1,6, equivalente aos 30%).

COMO SABER SE POSSO ME APOSENTAR?

Como será impossível se aposentar por tempo de serviço, a regra que valerá será a idade — e é esse aspecto que você deve observar para saber se já pode deixar de trabalhar.

Por isso, se tiver 62 anos e for mulher, ou 65 anos e for homem, pode ir em frente. Pelas diretrizes antes da Reforma da Previdência a idade exigida era de 60 anos para mulheres e 65 para homens.

Ainda existe uma regra específica para a transição no caso das mulheres: ficaria em 61 anos em 2021 e 62 a partir de 2022. De toda forma, ainda seria obrigatório ter 15 anos de contribuição.

QUAL O VALOR DO BENEFÍCIO?

A aposentadoria com 15 anos de contribuição gerará um benefício parcial, relativo a 60% da média dos valores pagos. Com mais 5 anos de pagamento do INSS o montante aumenta, mas só será integral após 40 anos de trabalho. Isso significa que um homem com 55 anos e 33 de contribuição precisa trabalhar até os 62 anos para ter sua aposentadoria sem descontos.

COMO FAZER SEU PÉ-DE-MEIA?

A segurança da aposentadoria não precisa ser deixada de lado. Mesmo com o risco iminente da Reforma da Previdência, você tem a chance de começar a formar uma reserva para o futuro.

Por isso, a primeira dica importante é: nunca confie no INSS. De acordo com dados oficiais do Governo, o rombo nas contas foi de R$ 149,7 bilhões em 2016. A expectativa é que chegue a R$ 202,2 bilhões em 2018. Portanto, é melhor você começar a pensar num plano B.

Acompanhe as nossas dicas:

POUPE DINHEIRO

Que tal começar agora mesmo?

  • Guarde 10% da sua renda se você tem entre 20 e 30 anos;
  • Guarde 15% da sua renda caso já tenha entre 30 e 40 anos;
  • Guarde 20% da sai renda se ultrapassar o último limite de idade.

Apesar de essas atitudes ajudarem a complementar sua aposentadoria, é melhor se você puder poupar uma quantia mais elevada. Aliás, uma parte desse dinheiro pode servir para ajudar em caso de algum imprevisto. Você pode até chamar esse dinheiro guardado de fundo de emergência.  O ideal é que você tenha guardado o suficiente para cobrir, pelo menos, 5 meses das suas despesas fixas. Ou seja, se gasta R$ 2 mil por mês, é melhor ter pelo menos R$ 10 mil guardados.

REAVALIE AS SUAS DESPESAS

À primeira vista, uma guardar de 10% a 20% da renda todos os meses é uma tarefa praticamente impossível, sobretudo diante da crise que o país atravessa atualmente. No entanto, se você fizer uma avaliação mais cuidadosa, pode encontrar despesas que não são absolutamente necessárias. Quais? Que tal migrar para um pacote mais barato de TV por assinatura? Você realmente precisa de todos os canais do seu pacote atual? E o seu plano de telefonia celular? Será que você realmente usa todos os dados que lhe são disponibilizados (e cobrados)? Seu lazer também precisa ser sempre pago? Existem diversas opções gratuitas, enfim, a lista de cortes pode ser enorme e não precisa ser tão difícil quanto se imagina. Há também medidas um pouco mais radicais: Você pode se mudar para um apartamento (ou casa) menor, com aluguel mais em conta, ou mesmo se livrar das parcelas do financiamento do seu automóvel, adquirindo um carro mais antigo por um valor que você possa quitar logo.

COLOQUE O PLANEJAMENTO EM PRÁTICA

Seu contingenciamento de gastos deve começar o quanto antes. Uma boa ideia é rever esse planejamento com certa frequência, para assegurar-se de que as metas estão sendo alcançadas. Caso isso não esteja acontecendo, melhor revisar seus objetivos e o seu estilo de vida atual. Aproveite essa avaliação habitual para tentar poupar mais ainda, especialmente se a sua renda crescer.

CUIDADO AO APOSTAR NA PREVIDÊNCIA PRIVADA

Numa economia em que não se pode mais confiar no INSS, a primeira ideia que vem à cabeça é investir num plano de previdência privada. No entanto, é preciso cuidado para não embarcar numa canoa furada. É preciso estar atento a elevadas taxas que corroem o retorno obtido.

Essas taxas costumam ser mais altas que as dos investimentos comuns. Uma cobrança característica desse caso é a taxa de carregamento, que geralmente corresponde a um percentual da quantia aplicada. Esse valor pode ser bastante significativo. Por exemplo: se você aplicar R$ 1 mil em um plano de previdência privada com um índice de 5%, acabará deixando R$ 50 já no início, situação que prejudica o seu retorno. Além disso, o rendimento é baixo. Ele varia de acordo com a carteira de investimentos realizada, mas a rentabilidade anual tende a ficar entre 7% e 9%. Vale a pena ainda avaliar se há pagamento aos dependentes em caso de morte ou se é necessário adquirir seguros extras.

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