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Deixe de lado a ansiedade

24 de maio de 2016

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A ansiedade é uma companheira inevitável. É um traço humano. Uma resposta natural ao fato de que a vida da gente é curta e passa rápido. Sempre foi assim e sempre será.

Mesmo fazendo tudo que está ao nosso alcance temos crises de consciência por estar avançando pouco, assolado pelo constante sentimento de culpa de estar fazendo sempre menos do que aquilo que imaginamos que seria possível.

Esse sentimento de que tudo tem que ser feito naquele instante e que os resultados têm que aparece na hora é nocivo para qualquer profissional. Tudo que temos que fazer é parar e esperar acontecer. Mas quando paramos, não aguentamos a estagnação, e somos atacados pelo sentimento de que estamos ficando para trás enquanto o mundo continua girando, histérico, para o alto e avante.

Quando o fato de reduzir a velocidade, curtir a paisagem e jogar conversa fora estiver se tornando práticas insuportáveis, saiba que isso é apenas a ansiedade operando sua influência sobre você.

Quem é ansioso tem mania de querer controlar as coisas. O sujeito controlador é um ansioso crítico e um ansioso crônico. Ele quer pôr ordem no mundo, nas coisas, nas pessoas. Uma ordem estática, perfeita, que não existe na natureza e nem em lugar algum. O ansioso é o sujeito que quer ter tudo sob controle. Nenhum risco, nenhum imprevisto, nada que não esteja absolutamente dominado.

Pior do que notícia ruim é esperar por ela

A ansiedade é pior do que a notícia ruim. Esperar por um desfecho, e sofrer no vazio de uma possibilidade é muito pior do que encarar a tragédia em si. O sofrimento da antecipação não tem tamanho. Ou melhor: adquire o tamanho da nossa ansiedade.

Não é a notícia ruim, o desfecho, que nos faz sofrer – o que machuca de verdade é a esperar ao longo do processo.

O ansioso não sofre com a realidade, mas com a expectativa. O ansioso se lastima menos com uma situação real, ainda que terrível, do que com a antecipação dessa situação, que ele sofre terrivelmente.

O ansioso prefere a falência do seu empreendimento, uma situação concreta para ele enfrentar, do que uma possibilidade de sucesso, de onde advêm toda sua angústia e sua insônia.

E qual é a primeira coisa que o ansioso fará, logo depois de resolvida uma situação que atiçava a sua ansiedade? Vai recusar o momento de relaxamento e procurar outra nova situação. Mal atingem uma determinada meta e já se impõem um novo desafio. De preferência mais complexo que o anterior. Ou seja, já começam a sofrer de novo.

Percepção

O que o ansioso não percebe é que o sucesso não é uma meta, é um processo. Estamos sempre em movimento. O sucesso não é um patamar fixo a ser alcançado – mas um movimento diário, em que a única coisa garantida é a necessidade de continuar em movimento, andando, um passo de cada vez, um tombo hoje, uma vitória amanhã.

Os ansiosos colocam toda a recompensa pessoal pelo sacrifício na linha de chegada. Não apreciam a frase, muitas vezes bonita, que vão escrevendo pela vida – estão sempre afogueados por cravar o ponto final na sentença, como se só ela importasse. Ansiosos aceleram tanto que se esquecem de apreciar a paisagem. De olho na bandeirada final, nem sabem direito por onde passaram.

O principal problema nessa vida de ansiedade é não reconhecer o quanto já conquistou. Não celebrar o tanto que caminhou. Estar sempre em dívida consigo mesmo, se sentindo atrasado. A ansiedade cobre a visão do sujeito com uma névoa de pessimismo.

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