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Dia da Educação: por uma educação de excelência

27 de abril de 2017

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Se tivesse que sintetizar e responder em poucas linhas a questão‑título deste texto, não teria dúvidas, diria que educação de qualidade é aquela que garante ao cidadão acesso, compreensão e uso das possibilidades a ele concedidas pelo conhecimento, de forma crítica, cidadã, ética e fraterna.

Nesse sentido, creio ser de grande valia analisar alguns dos termos‑chave desta síntese, a principiar pela própria expressão “educação de qualidade”, que pode ser entendida, para início de conversa, como redundante, apesar de bastante necessária. O acréscimo do vocábulo “qualidade”, definido no dicionário Aurélio como sendo a “propriedade, atributo ou condição das coisas ou das pessoas, que as distingue das outras e lhes determina a natureza” ou ainda como aquilo que define padrões de “superioridade, excelência” para alguém ou algo deveria ser inerente, ou seja, entendido como característica presente ou, no mínimo, almejada para a educação.

Não é isso o que acontece. Quando falamos simplesmente de “educação” não agregamos a este conceito, a princípio, como dado permanente e presente, ou ao menos esperado, a ideia de prática virtuosa, superior. Ou seja, Educação e Qualidade não são palavras que entendemos como irmãs, emparceiradas e unidas de forma indissolúvel. Ao menos não até o momento. Por isso utilizamos como distintivo a expressão “educação de qualidade”. Há, portanto, em nosso horizonte, “educação” e “educação de qualidade”.

O que esperamos é que isso venha a acontecer, de tal modo que, ao falarmos em educação num futuro indefinido, que esperamos próximo, já concebamos tal ação ou área de atuação como sendo de “qualidade”, ou seja, de alto nível.

Indo um pouco além na definição inicialmente apresentada, daria enlevo à ideia de que a educação deve “garantir” ao cidadão acesso, compreensão e uso do conhecimento. Não vivemos num país em que as garantias sejam culturalmente significativas, a não ser que nosso direito de consumidores seja diretamente afetado pelo mau funcionamento de um televisor ou de um computador, por exemplo.

A garantia de uma educação que ofereça possibilidades reais de progresso dentro do contexto social, econômico e político em que vivemos, a todo e qualquer cidadão, não deveria ser apenas um belo discurso apregoado em nossas leis. O não cumprimento deste preceito constitucional deveria resultar em penalidades a todas as pessoas que, responsáveis por essa ação, não proporcionarem reais possibilidades a seus alunos de atingirem metas e resultados que comprovadamente garantam a eles o esperado sucesso educacional.

E o que queremos dizer com “sucesso educacional”? Altivez, voz ativa, capacidade e ensejo à participação, condição de avaliar criticamente as variáveis do mundo em que vive, compreensão dos códigos e normas que regem a vida em sociedade, respeito pelo próximo, mobilização em favor de valores universais [como a paz e solidariedade] e capacidade de empreender, de realizar, são atributos esperados para que possamos atestar tal sucesso.

Mas estes resultados acontecem ao longo de toda a vida, cabendo a escola papéis aparentemente “menores” nesta jornada rumo ao cidadão consciente, integrado, participativo e solidário mencionado como aquele que atinge o sucesso educacional. Às escolas competem ações mais objetivas e claras como a alfabetização e o letramento, o estímulo e a prática da leitura, a compreensão e uso da linguagem matemática, o acesso a línguas estrangeiras, o ensejo e apreciação das artes, o entendimento do mundo e da humanidade a partir das ciências humanas, o incentivo à prática desportiva…

E é justamente neste ponto que reside a necessidade de virar a mesa e compreender que, todas estas ações empreendidas pela escola, em parceria com a família e a sociedade como um todo, ungida e promovida pelas forças políticas que comandam o país [independentemente de bandeiras políticas], constituem o alicerce fundamental para a consecução da educação de qualidade, aquela que concretiza o sucesso educacional.

Cada ação educacional, realizada da forma mais competente, profissional e plena possível tem a capacidade de consolidar nos estudantes mais e melhores possibilidades de êxito em suas vidas. E mais, o entrelaçamento de todas as ações e práticas realizadas ao longo da vida escolar de uma criança é capaz de definir aonde ela poderá chegar, ou seja, se será um técnico especializado, um médico a salvar vidas, um professor competente ou se irá purgar em sua existência terrena, subempregado ou desempregado, mendigando pelas ruas, vivendo em barracos ou embaixo da ponte…

Costumo ressaltar que assim como os médicos, também os professores [e todos os outros profissionais, cada qual no seu ínterim, em sua área de atuação] são capazes de salvar vidas. Se ao médico compete realizar tal ato de forma mais palpável e visualizável aos nossos olhos, no caso dos educadores, a educação qualificada pode significar melhores empregos, participação política, compreensão das leis, capacidade de manifestação…

Indo um pouco além das garantias e dos resultados proporcionáveis pela educação de qualidade, devemos também refletir quanto ao uso do termo “cidadão” surgido na afirmação inicial que embasa este texto. Não é possível crer como sendo “cidadãos” nossos conterrâneos brasileiros que não tem acesso garantido a um sistema educacional que lhes garanta autonomia e condições de igualdade na luta por uma vida mais digna. Cidadania encerra, enquanto conceito, a compreensão de que para seu pleno exercício devam existir algumas prerrogativas básicas, entre as quais, certamente, a educação [de qualidade] “puxa a fila”.

TEXTO: Planeta e Educação

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