Encontro Nacional da Mata Atlântica discute saneamento básico

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Encontro Nacional da Mata Atlântica discute saneamento básico

24 de maio de 2013

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Encontro Nacional da Mata Atlântica discute saneamento básicoMilhões de reais destinados à despoluição de rios nas cidades poderiam ser economizados se os governos tivessem investido efetivamente no tratamento de esgoto e a sociedade brasileira mudasse padrões culturais.

A discussão terá como palco o 9° Encontro Nacional da Mata Atlântica. O Viva Mata acontece neste final de semana, em São Paulo, e reúne as principais ONGs do país.

Para Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, a situação das bacias e rios do bioma deve entrar nas discussões. A partir de dados do governo, a bióloga disse que a falta de saneamento básico e a ausência de mata ciliar nos rios e nascentes têm levado algumas regiões ao colapso. Segundo ela, o Sudeste é uma das que mais sofrem com as consequências desse cenário.

A coordenadora afirma que em todas as capitais, dos 17 estados que abrangem a Mata Atlântica, há rios contaminados. “A perda da mata ciliar tem gerado grandes contaminações provocadas por restos de metais pesados dos chorumes, substâncias que vêm de cemitérios e que o subsolo acaba levando para os rios”, explicou Malu.

Código Florestal

Representantes de várias organizações não governamentais vão lançar uma campanha nacional com o lema “Cumpra-se”, pelo cumprimento do Código Florestal e a instalação do grupo de acompanhamento do código em São Paulo.

Para a bióloga, o novo Código Florestal pode representar uma ameaça ao bioma. A lei, aprovada há um ano, deve ocupar grande parte das discussões do encontro.

Para o diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani,  o objetivo é mobilizar as pessoas para acompanhar a implementação da lei. Esta semana, a organização e outras entidades voltadas para as questões ambientais lançaram um observatório na internet que será usado para monitorar tudo o que está sendo feito nos estados, nos municípios e pelo governo federal, como o cadastramento dos imóveis rurais do país e a regulamentação dos incentivos financeiros para os produtores que preservam.

Mata Atlântica

Em pouco mais de duas semanas, deverá ser divulgado o novo levantamento sobre a situação da Mata Atlântica. O monitoramento é feito anualmente pela Fundação SOS Mata Atlântica a partir de imagens captadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As imagens mais recentes do bioma (2010-2011), que abrange 17 estados, mostram a redução da devastação, incluindo o desmatamento e as queimadas. Apesar da tendência de queda, especialistas temem que as pressões exercidas sobre essas florestas alterem essa trajetória.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, quase 120 milhões de pessoas vivem nos arredores da Mata Atântica. Os estados que abarcam o bioma respondem por 70% do Produto Interno Bruto (PIB).

Números do Instituto Estadual do Ambiente do Rio (Inea) mostram que, desde 2007, a área das unidades de conservação com proteção integral passou de 117 mil hectares para 204 mil hectares. A proteção aumentou com a criação de quatro parques estaduais (Cunhambebe, Costa do Sol, Lagoa do Açu, Pedra Selada ), a ampliação de mais três parques (Ilha Grande, Três Picos e Serra da Tiririca) e da Reserva Biológica de Araras e a criação de duas áreas de proteção ambiental (APA) estaduais (Rio Guandu e Alto Iguaçu).

Quanto ao remanescente de vegetação nativa do bioma, a maior parte permanece sem proteção e está fragmentada. O governo federal estuda formas de incentivar a conservação e o uso sustentável, como a recuperação de áreas degradadas.

No último levantamento, mesmo com a queda da devastação na Bahia e em Minas Gerais, os números ainda preocupam. Em Minas Gerais, por exemplo, do bioma que já cobriu 46% do território (27 milhões de hectares), restam apenas 3 milhões de hectares. A Bahia assumiu a segunda posição no ranking com o desflorestamento, com 4,6 mil hectares de 2010 a 2011.

Encontro

O Encontro Nacional pela Mata Atlântica, conhecido como Viva a Mata, que ocorrerá às vésperas do Dia Nacional da Mata Atlântica, em 27 de maio, trará discussões sobre diversos assuntos relacionados ao meio ambiente e principalmente sobre a preservação do bioma. As palestras e debates da nona edição do evento, organizado para sensibilizar as pessoas sobre a importância da floresta, terão como foco os direitos e deveres ambientais no país.

O encontro começa hoje na Marquise do Parque Ibirapuera, em São Paulo, com atividades também no Museu de Arte Moderna (MAM). Na abertura do evento, que termina domingo, será lançada a campanha pelo cumprimento do Código Florestal.

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Fonte: Agência Brasil

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