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Os principais erros das empresas familiares

8 de fevereiro de 2017

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Os principais erros das empresas familiares

Não é nada fácil montar um negócio, principalmente quando se trata de um negócio familiar. Na verdade, dados apontam que a falta de consenso e habilidade para desenvolver uma equipe equilibrada, quando se trata de uma distribuição entre família, é o que causa 62% das “mortes” das empresas familiares. Então, como fazer para que o seu negócio de família seja bem-sucedido? Confira algumas dicas!

Não abuse do nepotismo

Escolher a dedo quem está dentro do negócio e em que função atuará pode ser bastante problemático em um negócio familiar. Essa prática tende a criar ressentimento entre os funcionários, especialmente quando os eleitos não são treinados para o trabalho.

Imagine que em uma grande empresa sejam definidos membros empresariais para entrar na próxima gestão porque o presidente decidiu que fosse assim. Se houver uma regra explícita (para entrar é necessário um diploma universitário, três anos de experiência em outras empresas, e outros…), tais regras podem ser discutidas e alteradas. No entanto, a regra que o presidente adota, sem critério algum, só seria alterada com uma crise, conforme aponta Joan Comas-Cros, sócio da Family Business Knowledge (FBK) e consultor de gestão de empresas familiares.

Ele explica que se deve distinguir as competências profissionais que a empresa necessita daquelas que a família possui. Desta forma, caso a família não possa prover todas as competências necessárias, profissionais de fora devem ser incluídos e assumir as respectivas funções “vazias”. Ao mesmo tempo, o ideal é que se limite o número de familiares que farão parte da empresa. Um excesso, segundo Cros, provoca a fuga de bons executivos externos por falta de promoção interna e pode prejudicar o desempenho da empresa.

Trabalhe a liderança

Pode ser que alguns parentes não se envolvam tanto quanto o empreendedor e é um grande trauma ter que dispensar um membro da família. O pensamento é: “Se eu rejeitar o meu primo, minha tia ficará chateada comigo”, etc. No entanto, Natalia Christensen, diretora de treinamento da Fundação Nexia, destaca que a família não deve ser um escudo atrás do qual ela protege a família incompetente. É possível que esse seu primo que não tem feito um bom trabalho não esteja completamente engajado e feliz com a sua função. E, neste momento, é preciso saber separar o lado pessoal do profissional. A dica é deixar as regras claras desde o início. A empresa é familiar, mas pode deixar de ser a qualquer momento que seja comprovada sua ineficiência. A empresa é familiar, mas cada membro deve ser responsável com suas obrigações e entrega de resultados.

Incentive a comunicação

O empresário, muitas vezes, não explica devidamente as mudanças ou a direção em que a empresa está indo. Esta atitude leva a conflitos com as pessoas que estão dentro da empresa, mas, sobretudo, com os membros da família que podem ter interesse no negócio e não estão cientes de todos os movimentos. “A falta de uma boa comunicação interna é a fonte de muitos problemas”, diz Comas-Cros. Para colher bons resultados, todos os colaboradores devem fazer parte (“vestir a camisa”) dos mesmos objetivos, metas e ideais. E para fazer parte, precisam ter o conhecimento e estar devidamente engajados em cada causa.

Evite misturar conflitos pessoais dentro da empresa

O ciúme e a inveja tendem a ser gerenciados muito mal entre as famílias. Mistura-se o pessoal com o profissional, especialmente quando se trata de membros da família que têm o mesmo nível de poder. “As sociedades de irmãos, por exemplo, muitas vezes não funcionam porque a propriedade e as responsabilidades estão em 50%. Estas rivalidades apenas desgastam toda família e fica tudo complicado. A melhor maneira de evitar isso é através da boa comunicação. Se for previsível que, no futuro, a empresa terá uma gestão compartilhada de irmãos, é melhor prepará-los para o que está por vir e definir claramente quem vai liderar o projeto “, explica Christensen.

Tenha uma visão estratégica

Estas empresas são caracterizadas, mais do que qualquer outra, por apego à tradição. E você irá ouvir com frequência: “Aqui sempre fizemos assim”. O resultado é a resistência à mudança de empresários que dirigem as empresas familiares. O sentimento de que “a empresa é minha” impede mudanças estratégicas acordadas por todos. A melhor maneira de se prevenir quanto a este cenário é que os membros da família (atual ou futuros proprietários) desenvolvam o hábito de se reunir regularmente, semestralmente ou anualmente, para trabalhar em uma visão compartilhada. Em uma grande empresa, este trabalho é feito pelo conselho de administração. A ideia é entender onde a empresa deseja chegar e o que ela deseja alcançar com clareza. “É uma prática para profissionalizar o negócio”, diz Natalia Christensen.

Prepare bem o seu sucessor e cuide do crescimento dos negócios

A medida que o negócio cresce, é preciso definir bem os papéis de cada familiar para evitar conflitos nos casos em que não há consenso. O empregador deve estar preparado para lidar com a complexidade de um negócio em crescimento e os sentimentos que isso gera nos colaboradores, principalmente quando se trata de família.  E ser muito claro e justo na seleção de sucessores, cargos de liderança e outras funções que podem gerar ciúmes por parte de outros funcionários. Para manter a empresa em alta produtividade e alto crescimento, “uma das principais dicas é informar com antecedência de tempo para o futuro sucessor sobre as funções que irá assumir e realizar ações que despertem a capacidade empreendedora dele”, diz Joan Comas-Cros.

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