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Pesquisa testa a eficiência da Caatinga na absorção de gás carbônico

29 de abril de 2013

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Pesquisa testa a eficiência da Caatinga na absorção de gás carbônicoPesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, iniciaram um estudo onde tentarão provar que a vegetação da Caatinga pode ser proporcionalmente mais eficiente do que as florestas úmidas para absorver o gás carbônico presente na atmosfera, em um processo natural, conhecido como sequestro de carbono. Para o estudo, foram instaladas duas estações micrometeorológicas em Campina Grande, na Paraíba, para monitorar o dióxido de carbono absorvido pelas plantas da região.

De acordo com um dos pesquisadores do Insa, o físico Bergson Bezerra, o grupo pretende, com os resultados, conscientizar os governos e, principalmente, a população que vive no Semiárido sobre a importância de preservar a vegetação nativa como forma de mitigar os impactos das alterações no clima da região.

Para o pesquisador, as pessoas sustentam a ideia de que a caatinga representa um ambiente hostil e inóspito. “As pessoas sempre acreditaram que ela não servia para nada, que era melhor retirar toda a Caatinga e substituí-la por [vegetações] frutíferas, por exemplo. Queremos provar cientificamente que isso não tem fundamentação”, explicou o pesquisador.

A pesquisa defende que o produtor rural deve recuperar essas áreas com espécies nativas para contribuir não apenas com a “preservação do patrimônio do Semiárido”, mas também com o combate às alterações climáticas, por meio da absorção eficiente do carbono na atmosfera.

Bergson Bezerra enfatizou que os três primeiros meses de observação já trouxeram “resultados auspiciosos”. “Será um estudo de longo prazo, com conclusão prevista para 2015. Mas essa observação preliminar já nos permitiu constatar que, mesmo no período seco, quando a planta fica totalmente sem folha e com estresse hídrico, ainda há sequestro de carbono, ou seja, ela ainda cumpre seu papel ambiental.”

De acordo com os organizadores da pesquisa, as florestas tropicais têm alta capacidade de sequestrar carbono, mas apresentam altos níveis de emissão, que ocorre, por exemplo, com a queda de folhas. Já a Caatinga, não sequestra tanto, mas emite quase nada. “Queremos investigar esse grau de eficiência, que acreditamos ser maior no caso da Caatinga”, explicou Bezerra.

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Fonte: Agência Brasil

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