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Profissionais devem se qualificar para atuar no EJA

4 de junho de 2014

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Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a maioria dos estudantes matriculados no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil está em duas faixas etárias. São pessoas que têm entre 20 e 24 anos ou mais de 39 anos de idade.

A lei de diretrizes e bases da educação brasileira estabelece que todos que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade regular devem ter acesso a cursos gratuitos que ofereçam “oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho”. O desafio é criar um sistema que possa atender de modo satisfatório um grupo tão diverso de estudantes, que abrange alunos em várias etapas da vida, a partir dos 14 anos.

Segundo o Conselheiro da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) Antônio Ibañez Ruiz, não existe um currículo nacional unificado para o ensino de jovens e adultos, apenas diretrizes gerais que orientam o poder executivo dos Estados na elaboração desses currículos.

Além da idade mínima para matrícula no EJA, que é de 14 anos para o ensino fundamental e 18 para o ensino médio, atualmente as diretrizes curriculares são similares as do ensino regular, segundo o conselheiro. “Existe diferença apenas no número de horas determinado para cada modalidade”, diz.

O grande problema segundo Ruiz, é a taxa de evasão do ensino noturno, que só no ensino médio regular público é mais do que o dobro do índice do período diurno. “O ensino noturno tem uma taxa de evasão e repetência maior, tanto no EJA quanto no ensino regular”, diz. A solução defendida pelo CNE é aliar o ensino médio ao ensino profissionalizante, “para que o aluno saia com uma perspectiva inovadora e tenha uma motivação maior para continuar”.

De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) as taxas de abandono no EJA não são apuradas no Brasil em função da peculiaridade do curso, que é oferecido em modalidades diferenciadas, como por exemplo, com apenas duas ou três disciplinas, e permite que o aluno se afaste por um período e depois retome seus estudos.

Uma alteração na lei de diretrizes e bases da educação de abril de 2013 torna obrigatório que a educação básica seja oferecida ao estudante dos 4 aos 17 anos. Se implementada, a EJA seria desnecessária. “Até 2016 essa lei deve estar plenamente aplicada”, diz.

Segundo o conselheiro do CNE, a educação de jovens e adultos precisa ser uma alternativa ao que acontece hoje, “para que se torne uma realidade, a EJA precisa deixar de ser um apêndice, algo que é relegado e fica em segundo plano”.

O objetivo do conselho é formular estratégias que diminuam os índices de evasão, para oferecê-las aos poderes executivos estadual e nacional meios para que eles possam produzir resultados, segundo o conselheiro. O processo de transformação da educação é demorado, de acordo com Ruiz, em grande parte porque “os Estados e o governo federal pouco trabalham para implementar as diretrizes da educação”.

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Fonte: Terra

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