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Setembro Amarelo

28 de setembro de 2018

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“Preocupamo-nos com a destruição provocada pelos outros, mas evitamos falar sobre autodestruição”.  (Edwin Schneidman)

O suicídio é um fenômeno complexo, multifatorial e impacta emocional, social e economicamente as pessoas ao redor. Hoje, é considerado um problema de saúde pública.

O Brasil é o oitavo país no mundo com maiores taxas de suicídio, e apesar de ser uma nação populosa com território extenso, é assustador o número de suicídios em Estados como Rio Grande do Sul ou taxas altas no Centro Oeste influenciada pelo suicídio de indígenas.

Infelizmente, essas taxas não condizem com a realidade, que devem ser maiores, uma vez que possuímos subnotificações de quase 100% dos casos.

 

A FALTA DE PROFISSIONAIS CAPACITADOS PARA AJUDAR

Os profissionais, muitas vezes, não possuem qualificação para lidar com crise suicida ou não se sentem à vontade de perguntar objetivamente se a pessoa a sua frente já pensou em morte.  Temos um déficit grave na formação de profissionais clínicos, na saúde mental, nas escolas. Segundo pesquisas, a maioria das pessoas que morreram por suicídio procuraram profissionais de saúde nos últimos 30 dias que antecedeu sua morte. A literatura (OMS) compreende que 90% dos casos de suicídio consumado são preveníveis.

Uma hipótese, ou aliás, duas hipóteses podem ser inferidas a partir do contexto atual e avaliando o passado. Ainda somos muito influenciados por mitos a respeito do fenômeno suicídio, o que contamina nossa atitude em relação a pessoas que estão sofrendo e pensando em morte como solução para sua dor psicológica.

Crenças como “quem ameaça suicídio não comete”, ou “quem quer se matar, se mata mesmo”; petrifica nossas possibilidades de ação e prevenção. E o pior, ratifica e mantém o tabu de se falar de suicídio.

É preciso conversar sobre o assunto e criar espaços de fala e escuta, inclusive ajudando a diminuir o tabu já existente em relação a transtorno mental ou doença mental – uma vez que um dos grandes fatores de risco associados ao risco de suicídio é a presença de transtorno mental: Depressão, Transtorno Bipolar e transtorno do uso de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas) são os mais associados ao risco de morte.

O estigma social pesa para que as pessoas se mantenham caladas, não procurem ajuda ou ainda se sintam culpadas e responsáveis por sofrerem.

 

PARA INSPIRAR

Nos Estados Unidos, anos atrás, foi desenvolvido um programa nas escolas chamado – Amigos do Zippy – cujo objetivo é a educação emocional das crianças, as auxiliando a lidar com as dificuldades do dia a dia, a identificar seus sentimentos, conversar sobre eles, e a explorar maneiras de lidar com esses sentimentos.

Incentiva a interação social de maneira saudável, oferecer e buscar apoio quando necessário. O programa já existe no Brasil e felizmente em algumas escolas. Pensando em prevenção, esse programa atinge crianças que eram como base a educação emocional que os farão adultos mais resilientes. Para maiores informações só acessar aqui.

 

COMO PREVENIR O SUICÍDIO?

Prevenir suicídio é também prevenir transtornos mentais e outros agravos. A prevenção é feita por todos nós. Pois além de uma vida que se vai, outras 7 pessoas ao redor podem ser impactadas emocionalmente a ponto de entrarem para o grupo de risco de suicídio, após a morte do ente ou amigo. Portanto, vamos conversar, estudar e nos abrir para diálogos.

Uma maneira simples de se fazer isso foi ensinada há tempos por um socorrista, agora aposentado, mas que fala durante seus anos de trabalho na ponte Golden Gate – cenário de inúmeros suicídios em São Francisco /EUA.

Ele negociou muitas tentativas de suicídio e em uma apresentação pelo TED TALK, ele relembra dois casos que não conseguiu reverter a situação e se suicidaram, mas relembra também muitos outros que cederam e voltaram atrás em sua ideia. Em um dos casos, ele pergunta “o que fez você voltar atrás?” e o rapaz responde “você me ouviu!”
“A melhor forma de entender o suicídio não é estudando o cérebro, e sim, as emoções. As perguntas a fazer são: “onde dói? E como posso ajudá-lo”?  (Edwin Schneidman)

 

Por Samita Vaz – Professora do curso de Pós-Graduação em Psicologia 

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