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Seus avós ainda trabalham? Participação de idosos no mercado formal de trabalho cresce 30% em cinco anos

26 de julho de 2017

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Hoje (26/7) é comemorado o Dia dos Avós. Além daquela figura que nos transmite a sensação de aconchego familiar ou a lembrança dos quitutes que são tradição em nossas casas, os avós têm muito mais a oferecer à sociedade. E não estamos falando só da experiência de vida que nos é repassada em forma de conselhos e lições: muitos ainda continuam firmes no mercado de trabalho.

De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados pelo Ministério do Trabalho, o número de pessoas entre 50 e 64 anos no mercado formal de trabalho cresceu cerca de 30% entre 2010 e 2015, período em que o número de trabalhadores com carteira assinada nessa faixa etária, cresceu de 5,8 milhões para 7,6 milhões. O grupo de trabalhadores com idade superior a 65 anos também aumentou sua participação passando de 361,3 mil em 2010 para 574,1 mil em 2015, um aumento de 58,8%.

A mesma pesquisa aponta ainda que o setor de serviços é o mais receptivo aos trabalhadores seniores. Em 2015, cerca de 2,6 milhões de trabalhadores entre 50 a 64 anos atuavam no segmento com carteira assinada e 200,4 mil passavam dos 65 anos. Já na administração pública, são 2,5 milhões de pessoas entre 50 e 64 anos. A terceira posição ficou para a indústria de transformação, com 923 mil empregados, seguida pelo comércio, com 864 mil trabalhadores dessa faixa etária.

Esses dados comprovam um aumento consistente da participação de pessoas mais velhas no mercado de trabalho. No entanto, ainda existem muitos desafios. Se o motivo de muitos para continuar trabalhando é a vontade e disposição para continuar profissionalmente ativos, existe também uma razão muito importante: a necessidade de sobrevivência que obriga a muitos, mesmo depois de aposentados, a buscar uma ocupação para complementar sua renda. E um dos grandes desafios enfrentados pelos idosos no mercado de trabalho ainda é o chamado “etarismo“, que é o preconceito em função da idade.

Além da discriminação vinda de colegas mais jovens que julgam os colegas idosos como menos capazes ou desatualizados, muitas vezes o preconceito vem dos setores de recrutamento das empresas que evitam selecionar candidatos mais velhos. Nesse cenário, profissionais com mais de 50 anos precisam investir em dobro em qualificação, rede de contatos e avaliação do mercado no qual são qualificados, para conseguir trabalho. O site MaturiJobs surgiu com foco nesse grupo. Atualmente, são mais de 5 mil pessoas no país cadastradas na plataforma, que começa a testar o Freela 50+ para que as pessoas possam, além de buscar trabalho no site, oferecer serviços pontuais para empresas e pessoas físicas.

Bons exemplos

A boa notícia é que essa mentalidade de discriminar profissionais de mais idade não está presente em todo o mercado. Algumas empresas de relevância apostam na terceira idade para compor sua força de trabalho. O grupo Pão de Açúcar (GPA), por exemplo, incentiva a contratação de profissionais com mais de 55 anos em seus quadros de pessoal. Atualmente, cerca de 3,4 mil funcionários considerados idosos trabalham nas redes Pão de Açúcar e Extra no Brasil. De acordo com a empresa, “entre os benefícios que o idoso traz para o grupo estão a motivação, que estimula outros membros da equipe, e a troca de experiências com os mais jovens”.

E a postura dessas empresas tem sem mostrado acertada. Especialistas em gestão de RH apontam que trabalhadores mais velhos são profissionais normalmente mais pacientes, observadores e mais aptos a contornar situações críticas. Além disso, as organizações ganham com quadros mais diversificados com colaboradores que somam expertises e competências para gerar resultados. Para fomentar essa integração, as empresas mais modernas apostam numa cultura organizacional que valorize o colaborador independente de sua idade, de forma que a diversidade seja tratada de forma natural por todos.

E os seus avós? Ainda estão no mercado de trabalho ou já desfrutam da merecida aposentadoria? Conte para nós nos comentários e, se eles forem desses avós modernos que têm conta no Facebook, marque-os nos comentários para mostrar que você se lembrou deles!  😉

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