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Você conhece a síndrome de Burnout? Saiba mais sobre esse tipo de depressão profissional

20 de junho de 2017

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O estresse é um elemento inerente ao típico dia-a-dia da vida contemporânea. Porém, quando ele acumula e leva alguém à depressão, as consequências podem ser mais graves. A depressão (ou esgotamento físico e mental) de indivíduos causada pela esfera profissional é chamada de “burnout”.

Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso. O estudioso que cunhou o termo, Herbert J. Freudenberger, define como “um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional”. Na época, Freudenberger notou o desgaste físico e emocional dos profissionais que trabalhavam com dependentes químicos.

A doutora em psicologia clínica e presidente da ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil), Ana Maria Rossi, lista três exemplos de motivos que podem levar à síndrome de burnout: uma falta sistêmica de reconhecimento; sentimento de ser injustiçado (ao perder uma promoção, por exemplo); violação, quando o profissional é forçado a fazer coisas que vão contra aquilo que acredita. Mas as causas podem variar muito de pessoa para pessoa, como o sentimento de falta de controle ou cargas muito pesadas de trabalho e responsabilidades.
Segundo Organização Mundial de Saúde, o impacto negativo do burnout na economia global é estimada em 280 bilhões de dólares.

Sintomas
A síndrome do burnout é de difícil diagnóstico. Há muitos sintomas que podem, a princípio, parecer depressão. O esgotamento físico e emocional pode aparecer através de diversos comportamentos, como maior agressividade, vontade de permanecer isolado, mudanças de humor, dificuldade para se concentrar e memorizar, tristeza, pessimismo, ansiedade, baixa autoestima e faltas recorrentes no trabalho.

Dentre os sintomas físicos, é possível que alguém em um estado mais avançado sinta dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares.

Há, no entanto, três grandes grupos de sintomas em indivíduos que sofrem desse mal:

1 – exaustão física e mental: quando o indivíduo sente estar no limite das forças mentais e físicas;

2 – despersonalização: caracterizada por um distanciamento afetivo do indivíduo de colegas ou das pessoas que dependem de seus cuidados (no caso de médicos, professores e outros profissionais que lidam com pessoas);

3 – ineficácia: sentimento de inutilidade do trabalho, acompanhado de pouca motivação para realizar tarefas e frustração.

Apesar disso, não devemos confundir a síndrome com insatisfação profissional. Quando se atinge o estado do burnout, é necessário uma intervenção médica psicológica e, muitas vezes, física.

As principais fases do burnout

Ao contrário do que se pode imaginar, o burnout normalmente é precedido por fases de alta excitação e envolvimento. Segundo Herbert Freudenberger, as fases do burnout são:

  • Grande necessidade de provar seu valor;
  • Dedicação intensa – com predominância da necessidade agir por conta própria e imediatamente, à qualquer hora do dia;
  • Negligência com as necessidades pessoais – comer, dormir bem, encontrar amigos;
  • Rejeição do problema – é notado um problema, mas a pessoa não o enfrenta;
  • Reinterpretação dos valores – isolar-se e fugir dos conflitos. O que antes tinha valor, perde para o trabalho: lazer, família, amigos etc.
  • Negação de problemas – os outros são desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu;
  • Recusa à socialização;
  • Mudanças bruscas de comportamento e humor (como não aceitar alguns tipos de brincadeiras);
  • Despersonalização – evitar o diálogo e dar prioridade aos e-mails, mensagens, etc;
  • Vazio interior e pessimismo crescente – sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;
  • Depressão – marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
  • E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.

Como prevenir o burnout 

Por ser intimamente conectado com estresse que vivenciamos no trabalho, é possível que quem esteja passando por isso tente aliviar esse peso bebendo ou usando algum tipo de droga em busca de relaxamento. Porém, além de não ajudar, o uso dessas substâncias nessa situação pode acelerar o processo ou acarretar em problemas ainda mais graves.

Caso esteja num estado muito avançado, recomenda-se que a pessoa procure ajuda profissional o mais rápido possível. Se você está sentindo que a insatisfação profissional pode estar gerando altos graus de estresse, seguem algumas dicas para reduzi-lo e evitar chegar às últimas consequências.

1. Durma.
O sono tem um impacto muito grande sobre como nos sentimos. Ao darmos tempo e condições para que o corpo possa descansar adequadamente, permitimos que a mente também funcione melhor e consiga ver as situações de maneira mais calma e otimista.

Muitas vezes, devido ao grau de estresse em que o indivíduo já está envolvido, não é possível que ele tenha um sono de qualidade. Nesse caso, é recomendado algum método de relaxamento antes de ir para cama, como meditar (com aplicativos ou vídeos guiados). Caso nada disso funcione, melhor procurar um especialista nessa área.

2. Diga não.
Por diversos motivos, muitas vezes nos sentimos pressionados a aceitar todas as responsabilidades que nos são delegadas. Porém, se ultrapassamos nosso limite (que pode estar menor do que em outro tempo, devido ao estresse), sofreremos consequências como a ansiedade, pressão alta e seus derivados, além de não conseguirmos realizar tudo que nos foi pedido.

Antes que isso aconteça e independente do motivo (seja porque você já tem tarefas demais pendentes, seja porque alguma demanda vá contra seus valores), simplesmente diga não. Às vezes temos a impressão que só nós podemos fazer uma tarefa e que será um desastre se nos recusarmos a fazê-la. Porém, quando dizemos não, percebemos que as situações encontram outras maneiras de se resolver.

3. Exercite-se.
A nossa mente reflete muito como está o nosso corpo e vice-versa. Separar algum tempo na semana para realizar uma atividade física pode ter um impacto imenso na qualidade de vida. Exercícios físicos liberam endorfinas no nosso cérebro e relaxam tensões do corpo. Liberando a energia que está “travada” no corpo nos sentimos mais energizados e dispostos, conseguimos dormir melhor e melhoramos nosso humor.

4. Reavalie a dinâmica da sua vida.
O trabalho ocupa uma boa parte do tempo dos nossos dias. É preciso reavaliar como ele afeta a dinâmica de nossa vida, nosso tempo livre, o tempo dedicado aos amigos e à família. Caso não tenha nenhum espaço dedicado a si mesmo e às coisas que você valoriza, é possível que você caia num esvaziamento de significado. Antes da sua vida profissional, lembre-se sempre de si mesmo. Tenha espaço para fazer atividades que deem prazer e conectem você às pessoas a sua volta.

Fonte: Blog Bluehost Brasil

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